Fotografa desde 1984. Seu trabalho se debruça em espaços Amazônicos e sua produção se caracteriza pela utilização dos cenários abertos captando situações oníricas de um tempo de aceleradas mudanças. Já expôs nos Estados Unidos (Nova York), Espanha e França, Suíça, Alemanha, Portugal Suas obras podem ser encontradas em coleções de Museus como o MASP e MAM do Rio de Janeiro.
Bolsista do KUNSTMUSEUM DES KANTONS THURGAU, na Suíça, de abril a novembro de 1995.
Ganhou, em 1996, a bolsa Marc Ferrez (FUNARTE) com o tema "Rota d'água", viagem pelo Rio Trombetas, registrando os quilombos da região.
Entre os anos de 1996 e 1999, visitou oito tribos indígenas dos Estados do Pará e Maranhão documentando o modo de vida das comunidades tradicionais. O projeto foi desenvolvido em convênio com a Fundação Nacional do Índio (Funai).
Em 1997 participou da publicação Brasil Bom de Bola, que documentou as "peladas" em várias regiões brasileiras com 11 fotógrafos e escritores, como Manuel de Barros, Patativa do Assaré, dentre outros.
Em 1999 documentou, juntamente a Ed Viggianii, Antonio Augusto Fontes, Celso Oliveira e Tiago Santana, as fronteiras do Brasil, trabalho que resultou em publicação homônima.
Ganhou, em 1999, a bolsa Vitae, com "Viagem ao Cuminá", refazendo 100 anos depois, a viagem da cartógrafa Otille Coudreau, primeira mulher a fotografar a Amazônia.
Em 2003, ganhou a bolsa pesquisa do Instituto de Artes do Pará para realizar pesquisa do Rio Nhamunda, lendário pela suposta existência das "Amazonas" na viagem de Francisco Orellana, durante a descoberta do rio homônimo.Pesquisa que continua inedita precisando da segunda etapa para ser concluida.
Atualmente é fotógrafa titular da Secretaria Executiva de Cultura do Estado do Pará e desenvolve trabalho de documentação das manifestações culturais na região conhecida como Baixo Amazonas, no Estado.
O Rio Nhamundá ficou famoso por acolher em seus recantos misteriosos o "Espelho da Lua", lugar onde supostamente aconteceu o encontro dos exploradores europeus Carvajal e Orellanas, com as mulheres guerreiras, que eles denominaram de Amazonas, durante descobrimento do grande rio, em 1542.
Ao navegarmos naquelas águas, descortinam aos olhos paisagens de floresta nativa, com formas e tons de verde, entrelaçando no seu interior homens e animais em convivência pacífica, que sempre nos acolhem contando lendas. São verdadeiras pérolas da imaginação que ora vão se perdendo na memória dos mais velhos.
Este projeto propõe uma expedição que percorrerá o Rio Nhamundá, partindo de Oriximiná, visitando os municípios de Nhamundá, Juruti, Faro e Terra Santa, com a finalidade de captar imagens de mulheres arrimo de família, e registrar como se preserva a lenda das mulheres guerreiras na memória destas comunidades. Fazendo uma suposição de que se Orellana descobrisse nos dias de hoje o rio mar que tipo de Amazonas ele encontraria.
Como resultado da expedição, será realizada uma exposição fotográfica, e futuramente um filme de curtametragem. O filme trabalhará misturando realidade e pinturas murais que representam a imaginação do homem ribeirinho fazendo alusão a eterna batalha que travam os descobridores e navegadores entre o existir e o imaginário.